Tell me now – Ato 3

Black Swan Art Film
Catharina Maciel, Juliana Follador e Kimberly Mello
Revisado por: Lale

Você já parou para pensar sobre como a sua vivência de mundo, a sua particularidade, aquilo que só você tem, sua forma de ver, amar, sentir e estar é importante? Já parou para refletir sobre você e sua forma de expressar? O ato 3 é o momento de dar voz, de ouvir e sentir um pouco o que foi compartilhado por vocês com o painel de Arte do BAA a partir dos atos 1 e 2.

Afinal o que é arte?
Arte é tudo.

Primeiramente agradecemos pelo que nos foi enviado, por todos os textos motivacionais, por todas as experiências partilhadas e portanto, queremos deixar claro que esse painel, sempre terá uma abordagem singular, criando e compartilhando sobre o que recebemos. Nossa maneira de se expressar acontece de inúmeras formas, pois, atualmente somos uma equipe de três pessoas, Catharina, Juliana e Kimberly. Somos pessoas com experiências, visões de mundo e sensações diferentes, mas que, de certa forma, são complementares criando, assim, um projeto que agrega, tanto a vocês quanto a nós.

Iremos dividir todo o conteúdo em 3 partes, caso você sinta necessidade de entender melhor sobre tudo que será mostrado a seguir, sugerimos que leia o Ato 1 (Do Your Thang)  o Ato 2 (What’s My Thang), sendo elas:

  • A ARTE: Alguns artistas foram escolhidos para partilhar algo muito especial sobre as diferentes formas de criar arte a partir do que eles elaboraram lendo os atos I e/ou II;
  • AS REFLEXÕES: Devolutivas e reflexões interessantes que obtivemos através do painel e consideramos muito importante mostrar elas para vocês;
  • AS RESPOSTAS: Respostas sobre as sensações de leitura que vocês tiveram ao interagir com o painel, conforme solicitamos que nos fossem enviados a partir dos atos.

Lidar com o material recebido nessa primeira experiência dividida em três atos foi uma experiência muito intensa, então, pra começar, gostaríamos de apresentar as três artistas que foram convidadas a partilhar suas obras com vocês. Vamos a uma breve apresentação:

Lilly Tulips (Lívia): 

“Meu nome é Lívia, mas hoje me reconheço como Lilly e eu me expresso, de muitas formas. Crio de várias formas, escrevo textos e poesias, danço, sou líder de torcida, sou a louca do diy, apaixonada por arquitetura e amante da decoração, e recentemente comecei a pintar e voltei a desenhar. 

Arte pra mim é uma parte de quem eu sou, é a minha maneira de me expressar, sem arte eu não sou eu. Ella, minha arte, é a extensão de mim que transborda pro mundo. Eu não escolhi ser artista, eu nasci artista, demorei muito tempo pra entender que não era questão de escolha, porque não dá pra escolher não ser eu entende? E eu não sou eu sem Ella.”

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Vetur Von (Nath):

“Sou Nath, mas na arte gostaria de ser conhecida como “Vetur Von“. “Von” é do finlandês e significa esperança e “Vetur” significa inverno, que para mim define a parte mais tempestuosa da minha vida, o que me afastou da minha arte, do meu ser mais profundo, o qual eu reneguei durante todo esse processo de morte o qual eu precisei passar.

Me doar para a arte e aceitar tudo que ela é, traz toda a transformação que me incentiva a criar e externar o que preciso para o mundo. Ver o que crio tocando outros microuniversos, me deu esperança para continuar aqui, por isso este nome me complementa e me define quanto artista, a dualidade do ser.”

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Piper:

“Sou a Pietra Ribeiro, mais conhecida como Piper. Acredito que a melhor forma de me apresentar enquanto artista é falar sobre a minha arte e, apesar de eu escrever, a melhor definição para ela seria “minha voz”. Encontrei nos textos uma forma de transmitir minhas ideias e opiniões de forma organizada, até me sentir confortável para conseguir brincar e condensar a mensagem para que ela se misture e se dissolva no meio deles.”

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Agora conhecemos as artistas, podemos conhecer suas artes!

A ARTE

Lilly Tulips compartilhou sobre uma ideia incrível! A partir do nosso painel, ela desenvolveu e estruturou um livro, que consiste em quem ela é! São histórias e poemas no qual ela desenvolveu durante vários anos de sua vida de maneira aleatória, mas que hoje se juntaram e estão construindo algo maior. Percebem que a arte também é capaz de despertar nas pessoas algo que estava de certa forma guardado, mas estava ali?

Lilly Tulips

A Arte a partir do Ato 1

Livro dividido em: 

Ato I - Eu . Textos antigos/ Época da depressão. "Perdida em mim mesma"
Ato II - Ella . O começo do processo de me reerguer. "Todas as partes de mim"
Ato III - Nós . Presente, passado e futuro/ Vá mesmo com medo. "Perdida em mim eu me encontrei"

Para ajudar no entendimento:

Eu sou Eu.
Ella é a minha Arte.
Nós é a união dos dois.

Livro:

Para onde vamos? 
Esse é só o começo, o início de um caminho que pode nunca terminar. 
Por que um fim? 

Olhe cada destino como uma parada, não importa por quanto tempo você permaneça. Viva o que deve ser vivido em cada uma delas. Aproveite o momento, veja o agora como um presente, e, quando o presente for passado, abra as asas e voe mais uma vez rumo a uma nova parada em meio ao caminho. Não as trate como “O destino final” , não enquanto o coração ainda bater. 

Nada precisa ser obrigatoriamente entendido, basta ser sentido. 

A partir dessa descoberta sobre si (os livros) ela também descobriu que pintar fazia parte de sua arte:

imagem 01 – arte criada a partir dos sentimentos e textos elaborados na criação do livro

A Arte a partir do Ato 2

O Renascimento do Ser
O medo de ser você, de se entender
De se conhecer e se reconhecer, 
Se construir e redescobrir.
Faz você cair, se arrastar, se machucar
Bater e se levantar. Se afogar e se desesperar
Se perder, e perdida, se encontrar. 
Acertar, errar e mais uma vez tentar,
Descobrir certezas e chorar.
Criar e se emocionar, 
E, em algum momento,
Aprender a caminhar.
Desistir, retomar, se deixar levar 
Se culpar e se perdoar, 
Reaprender a amar. 
Compreender que o medo é você
E que só você pode te fazer voar. 

Lívia Lyra M. – 05.07.20

O Processo criativo

“Minha arte simplesmente transborda,
Eu externo o que não cabe em mim, 
O que implora pra ter voz e falar por si só. 
Não digo que é inconsciente, 
Porque Ella é a parte de mim que cria 
E sem criar ela não respira. “

É importante entender a dimensão do quanto é lindo ver o resultado do que surge a partir do que propusemos: diversas formas de arte, que significam ser e estar! E essa foi a forma da Lilly, esperamos que vocês possam se identificar e se inspirar a partir de tudo que ela fez/criou.

A Vetur Von interagiu com o painel com mais de um meio de arte. Além de participar com a sua arte (desenho), também respondeu os textos a partir do que sentiu e tudo de uma forma tão única e especial. Queremos mostrar como é interessante, as diversas formas de sentir e expressar, que existem dentro da mesma pessoa:

Vetur Von

A Arte

imagem 02 – fanart elaborada pela Vetur Von a partir da mistura dos Atos 1 e 2
“Morte, apatia e medo
O que me moldava e me mantinha presa no chão
Renascimento, transformação e dualidade 
O que me move e me mantém em movimento
Descer e cavar, entrar em mim
Tocar minhas raízes, descer ao meu abismo
Tocar meus mais altos eus
Renovação e viver
Não mais existir
L I B E R D A D E

Na minha arte inspirada no art film e nos ATOS 1 E 2, tentei passar exatamente o que minha primeira reação me causou. Assistir o MV quando lançado despretensiosamente e agora, prestando atenção à mim mesma e com um olhar mais intenso foi de uma dualidade assustadora. O peso da arte, o medo de transformar o que ama em apenas cifrões, o medo da morte definitiva da vontade de criar e transmutar tudo o que tocar, porque para mim arte é isso, transformação. 

Coloquei Taehyung como cisne negro e branco para representar toda a dualidade representada no Mv.

Ele está ajoelhado com a intenção de descansar suas asas e pernas, após um vôo muito cansativo, andar, treinar, correr demais. Ele está cansado, precisa parar mas, não pode fazê-lo. 

Ele está olhando diretamente para você, lidar com suas sombras e as aceitar como  sua luz é doloroso, é exaustivo, lidar com seus traumas, suas inseguranças, seus sonhos e objetivos.

A rocha o qual ele está apoiado representa o apego, a falsa sensação de liberdade, aquela que temos quando não lidamos com tudo o que há dentro de nós. 

O lago escuro à frente deles representa o íntimo, o Eu escondido, o medo de adentrar, o profundo.

As ondas quebrando nas rochas representam o movimento da vida, para o artista, falta de movimento é morte.

Vou deixar o restante para você absorver e deixar que te toque como você se permita ser.”

Vetur Von

O Processo criativo

“Minha criatividade parte do caos que existe em mim, partes das quais não externo de outras maneiras apenas através da arte. Não consigo sentar e criar do nada, preciso focar em mim, voltar para dentro, seja com uma meditação ou apenas a contemplação das coisas ao meu redor. Sou influenciada por artistas de todo lugar, como também me influencia a natureza e toda qualquer coisa que me toque quanto ser humano e artista.”


Interessante né? Como os processos são totalmente distintos, mas ambos obtiveram resultados incríveis! Isso é sobre o que o nosso painel reflete: sobre como cada ser humano tem sua individualidade e sua capacidade de elaborar algo tão peculiar e único.

Existe a necessidade da arte individual ser vista e exposta, criada e compartilhada e é no painel ARTE que, com o tempo, iremos criar essa conexão de arte.

Piper

A Arte

imagem 03 – Morte, texto que com textos escrevem a palavra morte por Piper de Papel

Morte 

“Dói perceber que eu não cativo com a arte. Talvez, eu cative com amor, atenção, carinho, ou até com elogios. Porém, nunca com a minha arte. Minha  arte não é desenho e fala todas as línguas. Ela é silêncio. Ela exclui. Ela não faz dançar, às vezes acho que não faz sentir. Acho que perdi. Despenquei de um sonho e ganhei tic nervoso. Quando ele passar, finalmente conhecerei a morte. Ponto.”

O Processo criativo

“Eu não tenho bem um processo, apenas me agarro as minhas inspirações e coloco todas as palavras no papel. Às vezes, ele sai pronto, outras eu mexo e reestruturo.

“Morte” foi escrito um ou dois dias depois de ler o “Do your thang – Ato 1”. Sempre estou repensando a forma como lido com a arte para garantir que continua sendo um processo saudável e Black Swan me tocou profundamente. Mesmo que não entendendo o conceito, ele trouxe toda uma carga de emoções, as quais eu estava tentando assimilar e por isso demorei para produzir algo em cima. No fim, acho que a conclusão é que tanto o Art film como o artigo do BAA me fizeram encarar a minha primeira morte de forma verdadeira, porque apesar de eu não ter medo da morte física, a morte artística me desespera profundamente. Inconscientemente, colocava a “primeira morte” para acontecer após a segunda (física) e fugia da possibilidade dela realmente vir primeiro. Acho que é um texto que expressa como eu me sinto ao ver pequenos sinais indicando que eu posso estar bem diante da minha primeira morte.”


AS REFLEXÕES

Quando nossa equipe desenvolveu o Ato I, não tínhamos ideia do que o painel poderia se tornar e que diferença faríamos na vida de quem lesse, mas a partir das devolutivas podemos sentir o impacto do que comentamos no primeiro texto do painel: 

“A interpretação da arte, portanto, é uma mistura do sentimento individual com compartilhamento de informações e impressões coletivas. Ela sempre está em construção e por esse motivo, muitas vezes, quando vemos algum tipo de obra novamente, sua interpretação pode mudar porque você mudou, porque adquiriu novos conhecimentos e experiências. Mas após o processo de absorver, a sua maneira, quais reações e pensamentos essa forma de expressão produz em você, ela pode ou não se ligar ou complementar a forma como você se expressa, criando coisas novas em um processo colaborativo. Isso é uma forma de fazer arte. “ 

“Do Your Thang – Ato I” Equipe de arte do BAA

A primeira reflexão foi entregue pela Talita através da DM do twitter do projeto e que provocou em nossa equipe reações de choque e discussão, comprovando que o conhecimento e vivência são complementares a arte. Um texto profundo que transmite a realidade ligada à futura profissão dela e sua ligação com a arte!

Boa noite equipe BAA, primeiramente gostaria de estender aqui meu agradecimento pela incrível iniciativa que foi tomada por vocês. Obrigada por estarem abrindo este espaço para o compartilhamento de ideias.

Meu nome é Talita, tenho vinte e dois anos e sou estudante de pedagogia. Agora a pouco, finalizei a leitura de Do Your thang – ato 1. 

Ao ao ler o trecho da música escolhido por vocês, pude tranquilamente fazer uma analogia entre ele, e a realidade da educação artística brasileira.

Quando vocês citaram “O coração não acelera mais quando escuta a música começar / Estou tentando levantar mas parece que o tempo parou / Oh, essa seria a minha primeira morte, aquela que eu sempre temi (…) Meus pés errantes presos à uma rotina sim, sim, sim”

Pude tranquilamente imaginar cada um dos meus alunos entrando na sala de aula após o intervalo — onde eu, como auxiliar de classe acompanho-os sem muita liberdade de interferência — durante as aulas de educação artística, enquanto os vejo morrer por não poderem se expressar. Não com a liberdade que deveriam.

Todos eles sentam-se e praticam os exercícios das apostilas. Não podemos usar tintas coloridas, pois eles não devem voltar sujos para casa. O desenho é livre, mas se não ficar bonito suficiente é preciso arrumar. A lembrancinha do dia da família, bom ela é linda. Podem entregar para os parentes, mas não contém que foram as “Tias” que fizeram. As apresentações comemorativas, os adultos escolhem tudo.

E assim, desde a educação infantil a proposta triangular que consiste em três abordagens para se construir conhecimentos em arte: Contextualização histórica, fazer artístico e apreciação — morrem antes de nascer. Engolidos pelo sistema.

As crianças que deveriam aprender sobre arte brincando, na verdade se tornam adolescentes que levam a arte como brincadeira.  Porque desde cedo para eles, ela nada foi senão entretenimento. A aula para descanso. Em paralelo a isso, nascem os adultos divididos em dois grupos: Os que acreditam que ela é somente para os cultos, e os que as desconsidera.

Por que eu disse tudo isso? Porque eu vejo como BTS, tem provocado positivamente muitos jovens a observar esse campo com novos olhos. E acredito que todos nós estamos dando grandes passos para uma revolução desta área por meio de suas influências. Espero que um dia ela possa ser vista e reconhecida, independente de suas vertentes — como tão importante quanto outras áreas. Pois de fato, ela é.”


Ao finalizar essa leitura sinto que algo dentro de mim (Juliana) mudou ao entender que essa profissional já tem uma preocupação qual vem desde a base de ensino. Toda leitura parte 50% do texto e 50% do leitor, o seu repertório influencia diretamente como você entenderá sobre aquilo.

O que te define parte muito de como você se posiciona no mundo, sobre quem você é.

AS RESPOSTAS

Então agora, queremos mostrar um pouco das conclusões que recebemos a partir da leitura dos atos sobre a percepção de como o Art Film de Black Swan carrega algo que vai muito além de apenas música.

O primeiro texto “resposta” será o da Lilly Tulips.

Do your thang ato I 


“Sentimentos assistindo o Art Film de Black Swan : Sufoco, desespero, dor, morte, adrenalina, euforia.

0:11 Arrepios, medo de não poder me comunicar pela minha arte

Na primeira  palavra da música eu choro. De desespero por não estar fazendo as minhas coisas ou de alívio por ter entendido que minhas coisas é a Ella, eu não sei..

“My first death” . Me identifico com o personagem, reconheço qual foi minha primeira morte o momento em que parei de acreditar em mim e tranquei Ella dentro de mim, a escondi de mim mesma, eu fui minha própria sombra, tranquei Ella em um lugar tão sombrio e escuro que mesmo que ela continuasse lutando com todas as forças que ela tinha era como se Ella não existisse, como se ela não tivesse voz.. Mas em nenhum momento Ella desistiu, e em algum momento entendeu, mesmo que Eu ainda não tivesse entendido. Ella percebeu que era Eu e que juntas somos Lilly.

Quando o dançarino começa a descer as escadas eu sinto alívio, sentimento de vitória quando Ella escapa da prisão em que vivia. Autoconfiança e força na luta contra o eu, uma luta necessária para ensinar que Ella e o Eu são um. Amor e gratidão pelo Eu carrasco ter aberto os olhos e enxergando que dar vida e  asas a Ella é necessário para que a  Lilly viva.”


O segundo texto “resposta” será o da Vetur Von.

“Black Swan é sem dúvidas a obra de arte que mais me marcou em anos. Retrata perfeitamente a mente de um artista.

A  busca pela perfeição, com medo da morte e monotonia em seu trabalho, a cobrança por evoluir sempre  e ser sempre o melhor.

A música fala sobre as duas mortes a primeira é para mim quando descobrir ser artista, a morte de imposição de algo já não cabido para mim, com a pressão em ser algo que eu não gostaria de ser.

A segunda morte foi quando eu aceitei, renascer é sempre um processo doloroso, como a águia que arranca suas penas e bico, batendo a contra uma rocha, para que renasçam mais forte.

Minha história com o BTS foi uma parte definitivamente marcante na minha história até agora, os sete entraram na minha vida em um momento em que eu precisava ouvir sobre amores falsos e olhar mais para dentro.

Black Swan é o manifesto de um artista grande demais cansado demais, creio que liberdade, dor e morte representam bem o art film.

Os dançarinos expressam bem isso conforme o MV se desenvolve. Vestidos de preto, representam assim sim as sombras, nossos medos e nossas sombras que tentam tomar nosso controle a todo momento, manter o equilíbrio entre luz e sombra é sem dúvida um dos maiores desafios enquanto ser humano. Aceitar que erramos, que não somos apenas luz é doloroso mas extremamente necessário, a resistência gera dor.

O dançarino principal se move ao som do violino, as notas são ansiosas, fortes faz com que ele se debata lutando para que as sombras não o engula. Ele é preso, jogado ao chão e ainda assim segue lutando para domar sua sombra coexistir com ela sem mais resistência, sem dor, esse é o desejo do final, mas não é o que de fato acontece.

A fotografia do MV é feita de maneira magnífica, os cortes, as cores, o local, tudo te passa a sensação de íntimo como se obrigasse a olhar para dentro, como artista me fez rever tudo o que eu estava fazendo até agora. O que eu quero passar com minha arte? Como posso fazer com que as pessoas entendam e aceita todas as facetas de si? 

Os compositores e produtores fizeram isso com a letra que por si só te joga para dentro, te traz a ansiedade e te faz pensar.

Vejo o BTS como um catalisador de evolução, te induzem a isso caso você realmente queira ouvir. Eles estão quase implorando para que você o faça. Ly sy e agora MOTS não me deixam mentir.

Na minha arte inspirada no art film…”


O terceiro texto “resposta” será o da Natália Sato.

“Olá!

Eu li o Ato I do painel Arte de vocês e gostaria de enviar minhas percepções e minhas respostas às perguntas que vocês fazem no decorrer do texto, como vocês pediram.

Não sei se era esse o email onde eu deveria enviar isso, então me desculpem caso não seja.

Em todos e cada um dos momentos iniciais as sombras o cobrem, o puxam e o seguram. A sensação angustiante aumenta.

Não há visão nenhuma de liberdade. A sensação é a de estarmos perdidos em meio às trevas, impotentes.

Os movimentos do bailarino central são bruscos, como se buscasse se libertar, porém em vão. E suas expressões são de desconforto. Já o restante dos bailarinos possuem um olhar de desespero, sempre indo atrás do bailarino central, buscando tocá-lo a todo momento, segurando-o e impedindo-o de se movimentar livremente.

Eu sinto como se o som do violino fosse a voz do bailarino. Demonstrando seus momentos de desespero com notas igualmente desesperadas e rápidas, e quando sua liberdade é finalmente alcançada, e ele passa a controlar e aceitar a presença das sombras, o som é pacífico, como se ele tivesse conseguido finalmente alcançar a paz em si mesmo.

O mesmo em relação ao jogo de câmeras. Quando o dançarino lutava para se livrar das sombras, as cenas se moviam com igual intensidade.

Não sei se acrescentei muito mas foi o máximo que consegui expressar.

Na primeira vez que assisti o MV eu realmente não tinha percebido nada disso, mas após assistir de novo e ler a análise de vocês consegui entender a história por trás dele, e captar bem mais do sentimento geral que eles quiseram passar, obrigada.”


E com essa postagem que a equipe de Arte finaliza a primeira obra divida em 3 atos realizadas a partir do Art Film de Black Swan:

  • Do Your Thang – Ato 1 onde exploramos sobre as percepções sensoriais causadas pelo M/V, quais estão relacionadas a arte e sobre como eles optaram por expressar essas sensações no M/V;
  • What’s My Thang – Ato 2 qual utilizamos dos conhecimentos técnicos de dança para entender sobre a importância de lidar com arte de forma profissional e compreender que existem formas de sentir qual às vezes o corpo pode expressar mas não podem ser descritas em texto;
  • Tell me now – Ato 3 é sobre vocês, sobre a importância de entender a diversidade criativa qual cada um tem, cada um trás, e como tudo isso é lindo e único.

Muito obrigada pela participação da primeira dinâmica o qual tivemos muitas visões para partilhar! Esperamos que vocês gostem e que permitam-se explorar sobre as diversas formas de criar que existem, onde não existe um padrão, somente o sentir e o fazer, afinal arte é arte.


E não se esqueça, se você se sentir inspirado ou criar algo baseado nesse texto ou no nosso painel, compartilhe com a gente pela hashtag #ArtecomBAA.

Equipe de Arte do BAA.

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