TCC: UMA JORNADA, PARTE 2

Class of 2020

Equipe Como Fazer

Olá, pessoal, tudo bom?

Na postagem anterior do Como Fazer, nós começamos a falar sobre a jornada do TCC, em como nos prepararmos para a primeira conversa com o orientador e como, antes mesmo de começar a pensar no tema do projeto de pesquisa, nós já sentimos inseguranças em relação a nossas capacidades e até mesmo a incerteza de ser ou não válido abordar algo que realmente gostamos. Passando dessa fase, já com diversas ideias e um pouco mais de confiança, vamos abordar nesta semana a dinâmica com o orientador e o comprometimento com o seu projeto de pesquisa.

O ENCONTRO COM O MESTRE E O COMPROMETIMENTO COM A MISSÃO 

Douglas Leal
Revisão Brunna Martins

O dia chegou, você fez tudo o que achou que devia: um resumo dos assuntos que queria estudar, além de pensar e repensar sobre as outras questões que abordamos no post anterior; agora você finalmente vai ter uma conversa com o orientador. 

Usando como exemplo a minha própria experiência com a orientação,  já posso adiantar que vai ser um processo diferente para cada um, por que cada professor tem a sua própria maneira de orientar. Eu, por exemplo, tive uma orientadora no TCC I e outra no TCC II, cada uma com uma abordagem diferente tanto na comunicação quanto na maneira de construir o projeto em si. Falando da orientação de uma maneira geral, o orientador é quem vai te ajudar a delimitar a sua pesquisa a partir do tema que você escolheu. 

Esse trabalho de delimitar o tema é essencial ao estruturar todo o projeto, para que ele não fique muito amplo e você consiga responder satisfatoriamente os questionamentos e cumprir os objetivos levantados, além de ajudar a compor toda a metodologia que será utilizada. Tendo definido isso, você e seu orientador vão pensar o restante do projeto, onde ele irá te auxiliar a definir diversos aspectos da pesquisa, como:

  1. Estruturar os objetivos do projeto, e criar um cronograma de execução.
  2. Definir os tópicos a serem abordados e os capítulos do sumário;
  3. Definir, indicar bibliografia e avaliar a procedência das suas fontes;
  4. Tirar dúvidas e explicar conceitos.

Quando você começar a escrever os seus capítulos, o orientador vai assumir um papel de editor, onde ele irá ler e avaliar se o seu conteúdo faz sentido, te aconselhando a falar mais sobre algo ou resumir em alguns aspectos que não são necessários naquele contexto de pesquisa. É ele também que vai levantar questionamentos sobre as suas conclusões e como elas talvez não estejam respondendo os seus objetivos satisfatoriamente. 

Tendo em mente todo este processo, é aconselhável que no momento de escolher seu orientador, além dele ter domínio sobre o assunto que você quer pesquisar, ter uma certa afinidade com o professor ajuda muito, tanto no processo de comunicação quanto no momento de aceitar críticas sobre o seu desenvolvimento durante o projeto de pesquisa. 

Nos próximos posts, irei me aprofundar em assuntos mais específicos como metodologia, conduta ética de pesquisa e outros aspectos muito pertinentes quando pesquisamos a cultura de outros países, principalmente quando falamos de países orientais. Tendo dito isso, chegou o momento do primeiro limiar, o momento em que o pesquisador (você) se compromete não só com o orientador, mas com a pesquisa que você quer fazer, tanto no âmbito da execução e cronograma estabelecido, quanto com a imparcialidade do seu conteúdo. 

Não existe espaço na pesquisa acadêmica para achismos e incertezas, por isso a metodologia se faz tão necessária quando se propõe a entender sobre algum assunto: por que, a partir dela, outros pesquisadores poderão se utilizar da sua pesquisa, ou replicar o seu método para verificar se realmente as suas conclusões e apontamentos são condizentes com a realidade em questão,e para isso temos que nos comprometer a abandonar preconceitos e suposições. 

Diversas metodologias hoje se utilizam da hipótese para dar início a suas ideias, e essas hipóteses deve ser sim questionadas em todos os momentos, principalmente quando vamos falar da Hallyu e do BTS. Não vamos estudar somente aquilo que gostamos em relação a esses assuntos, devemos abordar todo um contexto social, político e histórico, e levar em consideração que não fazemos parte daquela cultura, por mais que nos identifiquemos com ela. Por isso, cabe ao pesquisador trazer fontes orientais para dentro da sua pesquisa, pois a visão ocidental em relação ao Oriente é bastante limitadora, e muitas vezes (quase sempre) corremos o risco de entrar em um discurso orientalista. 

Iremos falar sobre isso em posts futuros, o que acredito que é importante enfatizar nesse momento inicial é que, a partir daqui, você vai ter que se comprometer com o seu projeto de pesquisa e por isso eu vou repetir aquilo que disse na postagem anterior: encontre algo que você goste, um algo que te instigue a querer aprender, por que a pesquisa científica não existe pelo simples desejo pelo conhecimento, mas pela paixão e curiosidade de entender aquilo que nos cerca e, a partir disso, tentar trazer melhorias e um novo olhar sobre diversas questões sociais e técnicas do nosso cotidiano.  

Deixando o romantismo de lado (sou suspeito para falar), aqui vai um checklist para você tornar cada uma das suas reuniões de orientação bem mais produtivas e evitar um estresse desnecessário.

Lembrando que todas as dicas e sugestões que trazemos aqui, no Como Fazer, são baseadas nas experiências e vivências da equipe do BAA e, como tal, considere nossos posts como um momento de reflexão, onde você vai ponderar sobre sua própria realidade e decidir o que funciona para você. Adapte, crie novas maneiras de pesquisar e desenvolver seus trabalhos e, assim como nós do BAA, que resolvemos divulgar e incentivar a pesquisa acadêmica, eu convido vocês a fazerem o mesmo. Seja aqui nos comentários ou nas redes sociais (não esqueça de marcar o BAA), divulgue o que você aprende! Você pode estar servindo de inspiração para outras pessoas.

“Você precisa estudar, mas não sofra por isso. Porque você pode perder o que deseja fazer por causa disso. Você precisa fazer seu próprio sonho. É desolador se você é forçado por outras pessoas.” — Jungkook

1 comentário em “TCC: UMA JORNADA, PARTE 2”

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