RAFAELA SILVA

22, SÃO CARLOS - SP
LINGUÍSTICA

Sou a Rafaela Silva, tenho vinte e um anos, no ano de 2018, ingressei na Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR, para cursar Linguística, um curso até então desconhecido, mas que me deu diversas oportunidades, umas delas sendo a primeira mulher negra da minha família inserida em uma universidade pública. 

No primeiro ano de graduação fiz uma Iniciação Científica, voltado para análise da semiótica a respeito de quais foram as enunciações que o ex-juiz Sérgio Moro construiu de si para condenar o ex-presidente Lula, se essa justiça foi justa ou vingativa, conseguindo uma bolsa na CNPQ.

 Atualmente por meio da Linguística, estou inserida como estagiária em uma empresa chamada Langue, trabalho com comunicação efetiva, ou seja, como a empresa pode se comunicar de forma melhor e eficiente com seus clientes e colaboradores, também trabalhamos com traduções culturais. 

Com essa pesquisa quase finalizada e cada vez mais apaixonada pelo BTS, quero fazer uma outra iniciação científica e no fim transformá-lo no meu TCC, voltada pela Análise do Discurso associando a música k-pop em especial o BTS em lugares marginalizados. Por exemplo: “O fenômeno BTS tem alcançado todos os lugares, em especial lugares marginalizados no Brasil?” 

Digo isso, pois moro em uma das periferias da minha cidade, claro que estou em uma posição privilegiada, tendo acesso a internet e podendo acompanhar os meninos, mas minha realidade é muito diferente de muitas pessoas e mesmo assim, fui alcançada pelos meninos. Se por acaso esses lugares marginalizados não estão sendo alcançados o que nós b-armys poderíamos fazer para levarmos os meninos até esses lugares? Uma pergunta que ecoa na minha mente, entretanto não faço ideia por onde começar essa minha pesquisa. 

No fandom, sou chamada por algumas pessoas de baby army, pois fazem menos de um ano que conheci esse mundo do k-pop em especial o BTS, a partir disso comecei a consumir mais a cultura Coreana e por mais louco que parece, foi a primeira vez que me encontrei não somente musicalmente falando, mas por desde de cedo sempre ser considerada “diferente” das pessoas ao meu redor. 

Assim como algumas pessoas, conheci o BTS em um momento bem complicado da minha vida, lembro-me que estava deitada na minha cama chorando, com celular em mãos, rolando o feed de vídeos no YouTube, apareceu para mim o discurso dos meninos discursando pela ONU. As palavras do Namjoon até hoje ecoam na minha mente, se hoje me amo, tenho mais compaixão comigo, busco os meus sonhos, foi por conta desses sete seres humanos.

Além de ser apaixonada por esses sete meninos, gosto muito de futebol, vulgo São Paulo FC, amo Jesus, rap e amo demais escrever fanfics, qualquer coisa que acontece na minha vida, automaticamente minha mente cria um plot para alguma história, consigo me expressar melhor escrevendo. Meu maior sonho mesmo é fazer das minhas fanfics livros impressos. Uma das frases que Yoongi disse e cada vez mais tenho convicção que é verdade é: “BTS e os armys estavam destinados um ao outro”, sou prova viva disso!

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