Impactos da arte de D-2 apreendidos e reproduzidos pelo fandom

(Fonte: https://twitter.com/CypherdoV/status/1264371706669514754?s=19, acesso em 03 de agosto de 2020)

Catharina Maciel, Juliana Follador
Revisado por:Laís Nahara

Olá artistas do BAA, como vocês estão? Esperamos que bem! Hoje  iremos trazer um texto  sobre a criação de arte a partir  do fandom. Como já ressaltamos em vários textos, neste painel a arte é subjetiva, ou seja, varia de acordo com quem a  produz , e isto incluí  a sua história , , e o seu mundo interno que passa a ser representado a sua maneira através   da música,  dança, textos, desenhos e   outras formas de comunicação que cada um tem para se expressar, e para isso não existe um padrão correto a ser seguido. 

Apenas faça!

Com isso, gostaríamos de apresentar  a você alguns artistas que desenvolveram   fanarts  relacionadas  ao álbum D2 e selecionar uma quantidade limitada de arte era uma tarefa difícil. Então para este especial foi escolhido  uma forma  de arte na qual a Juliana está mais familiarizada, que é a Arte 2D.   quer seja  um desenho digital ou tradicional,  foi possível encontrar diversas maneiras  de representação e criação   tendo como base a “mesma forma de arte”.

Conseguimos entrar em contato com algumas  pessoas selecionadas para realizar uma breve entrevista  e mostrar para você, a diversidade incrível e peculiaridade de cada indivíduo na hora de criar algo. Esperamos que este texto, te inspire a desenvolver trabalhos maravilhosos e que você se sinta confortável para compartilhar conosco, através da  hashtag #ArtecomBAA ou do e-mail baa.arte@gmail.com.

Então, vamos começar! 

 Inicialmente, a base de criação começa pela forma mais tradicional da arte, que é o jeito artesanal de criar – neste  caso papel e tinta –    esse estilo pode ser o primeiro contato que a maioria dos artistas têm com a arte de desenhar. 

Jas é uma artista que às vezes cria fanarts do BTS e posta em seu Fan Account, segundo   a sua biografia no twitter. Em 10 de julho ela postou essa fanart do M/V de Daechwita, na qual achamos muito linda, pois, além  de usar  cores opostas como rosa e azul, criando  um efeito neon, a qualidade da pintura, a escolha do fundo e o glitter complementam a obra  evidenciando um estilo único e característico:

Imagem 01: fanart de daechwita com cores em neon e um fundo neutro com glitter. fonte: https://twitter.com/kimseokjas/status/1281679300500979712?s=20, acesso em: 03 de agosto de 2020.

Ela também  fez um vídeo mostrando um pouco mais do efeito que a arte tem com a aplicação do glitter:

<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”en” dir=”ltr”>Twitter didn&#39;t get the nice vid quality but here&#39;s what they look like in pictures 😁✨ <a href=”https://t.co/sjvrbxwL6R”>pic.twitter.com/sjvrbxwL6R</a></p>&mdash; jas van sunshine ⁷🌙 (@kimseokjas) <a href=”https://twitter.com/kimseokjas/status/1281679300500979712?ref_src=twsrc%5Etfw”>July 10, 2020</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

Na sequência, separamos outra artista que desenvolve arte tradicional – arte feita em papel utilizando  técnicas de pintura que englobam materiais físicos – a Yeo é a responsável pela obra de arte que desenvolveu a aquarela:

Você sabia que a aquarela é uma das técnicas de pintura mais antigas? Ela existe há  mais  de 2 mil anos e é encontrada na cultura chinesa e japonesa (que já dominavam as técnicas de pintura com água) e no Egito também, nas ilustrações e manuscritos.

Dependendo do objetivo que você quer, textura e acabamento (brilho, opaco, etc) você pode usar diferentes tipos de papéis (cold pressed, hot pressed) e gramaturas. As principais formas de pigmento são em pastilhas ou bisnagas, sendo mais recomendado se você é iniciante as pastilhas.

Existem inúmeras técnicas, as mais conhecidas por exemplo são, aguada plana, molhado no seco, aguada em degradê, molhado no molhado, pincel seco e uso de máscara líquida. 

Se aventure!  Você também pode brincar com uso de escova de dentes, sal de cozinha, álcool, guardanapo e plástico. Aqui, podemos ver que a Yeo, utiliza-se de diversas técnicas em conjunto para dar vida a sua arte, como o uso de aguada e sobreposição de camadas para o fundo da obra.

Então percebem que é natural que o fandom ARMY crie e reproduza alguns conteúdos de maneira estimulada pelo BTS? Nós achamos essa cultura de arte incrível, afinal ela estimula e inspira diversas pessoas pelo mundo inteiro a criarem sua maneira de expressão, não necessariamente precise ser a partir do desenho, mas essa criação parte do fandom, e o mais interessante é que grande parte delas chega a viralizar, algo que é muito comum entre os fãs, além de criar, estimular e consumir o trabalho do próprio fandom.

Migrando para a arte digital, conheça Madi, artista e arquiteta, que desenvolve cenários a partir de suas emoções. Madi foi entrevistada e nos contou um pouco mais sobre o seu trabalho:

Ela é uma artista e arquiteta da Indonésia que desenvolve ilustrações para músicas como forma de retratar os sentimentos. “Amo fazer ilustrações para músicas,  pois é como  retrato meus sentimentos, com artes. Às vezes baseio nos MVs, mas também pode ser a partir das minhas próprias interpretações”, explica. 

Percebem que além de retratar o próprio BTS como inspiração para criar, também é possível traduzir a partir das sensações obtidas pelas canções, uma linguagem visual baseada na sua forma de expressão ?

Para Madi “arte é a linguagem para comunicar os sentimentos” como sempre falamos aqui, isso é subjetivo  e o mais bonito é conseguir perceber  que o trabalho do BTS está atingindo os quatro cantos do mundo, e ter a possibilidade de  realizar essa troca de informação é maravilhoso.

Perguntamos um pouco sobre o processo criativo que Madi desenvolveu ao reproduzir a arte em cenário de Daechwita e no geral, em suas artes, conforme nos foi informado, ela utiliza  conceitos da arquitetura para desenvolver seus trabalhos,. “Começo minhas ilustrações a partir do retratamento dos sentimentos das canções em ambiente ou formas.” Aqui um exemplo de Jamais Vu retratado em forma:

Madi também costuma interpretar as músicas a partir das letras e imagina como tudo isso seria em forma de ambiente ou figuras/formas, conforme a arte acima de Jamais Vu.

Os programas utilizados por ela para desenvolver essas obras de arte são:  Photoshop e o Illustrator – que fazem parte pacote adobe – mas, no geral, a usabilidade deles é de forma simples e intuitiva!

Então aqui fica um conselho da Madi pra vocês sobre criar arte: “Vá com calma, seja honesto consigo mesmo e deixe o coração se comunicar pelas artes”.

Estamos com a Madi! Deixe o seu coração  expressar o que sente e permita que isso se transforme em arte! Esse é um dos trabalhos que muito nos encanta, utilizar  músicas para criar espaços, e formas, sinceramente, é uma forma linda demais de retratar a música do BTS aos olhos do fandom não é? De certa forma isso nos lembra sobre as músicas ilustradas que foram lançadas pela Big Hit, onde eles tinham o propósito de aprimorar e criar uma nova experiência de sentir a música. 

Seguindo o conceito de artes elaboradas pelo fandom ARMY que utilizam a sua própria forma de criar, temos Riri, uma artista Russa que simplesmente desenvolveu uma narrativa pessoal dentro da sua arte: “- Como ele ousa aparecer no dia em que o imperador estava retornando de uma jornada”. A arte digital além de ter uma  história por trás, ainda cria um crossover entre Daechwita e Hwarang, K-Drama que o Taehyung participou.

Incrível né? Cada vez mais podemos perceber o quanto a criatividade flui de inúmeras formas, sem regras, sem padrões, cada  artista, eternizando a sua maneira de criar em sua obra.

 No mesmo seguimento, temos a penúltima artista escolhida, a Carolis, que  deu vida a capa desta editoria com a sua linda arte de Daechwita! Ela usualmente desenvolve o conceito de personagens no estilo chibi, que é um estilo bem fofo (aegyo!) onde os personagens são representados com a cabeça um pouco maior e o tronco com a  forma  reduzida, como podemos ver nos novos personagens que estão a ser  apresentados para nós como TinyTan, Tiny vem do inglês pequeno, e Tan de Bangtan, todos os personagens apresentam essa estrutura corporal cabeçudinha:

A Carolis deu uma entrevista para a gente contando bastante sobre o seu processo de criação de personagem, e das suas artes no geral:

Assim como Madi fala sobre a arte ser uma forma de comunicar os sentimentos, Carolis nos contou que a arte surgiu de forma despretensiosa na vida dela, no início como uma forma  de expressar os sentimentos da rotina do dia-a-dia e aliviar o estresse diário, e hoje é sua principal forma de ver o mundo. “Passou a ser algo que quero fazer para a vida toda (…) Ela reflete tudo o que eu gosto e é a melhor forma que consigo me expressar”.

Mesmo assim, sabemos o quanto pode ser difícil “traduzir” nossos sentimentos e por vezes, cada um tem a sua própria forma de encarar esses momentos, por isso ficamos curiosas e perguntamos como ela lida com essas  situações. Carolis conta que tem  dias que também não consegue produzir, mas mesmo assim acredita que precisa ser algo fluído, sem ser forçado, que encontrar uma inspiração é uma coisa muito relativa e pode vir em momentos inesperados, como de madrugada por exemplo, por isso ela busca referências, ao assistir desenhos, vendo fotos em vários lugares e observando elementos que  gosta.

Para dar vida a sua arte   geralmente usa o programa Paint Tool Sai – um software de pintura digital – que é bastante intuitivo e disponibilizado gratuitamente.

Aqui você pode ver mais um pouco do seu lindo trabalho:


A Carolis também nos contou que usa seus projetos como forma de vencer obstáculos e alcançar objetivos na sua vida, sempre testando novas técnicas.  com isso te convidamos a usar a  arte a seu favor no seu processo de crescimento pessoal como ela aconselha: “Acho que um conselho que eu daria, é confiar em si mesmo e na sua capacidade, mesmo não acreditando em si , mesmo que possa ser difícil no começo, uma hora vai dar certo”.

E por último mas nem de longe o menos importante, deixamos uma das artes que viralizou no twitter e nada menos do que o esperado né?

Afinal Asya desenvolveu uma animação incrível a partir da sua arte para a faixa Burn it.

Na continuação do tweet ela explica que começou a trabalhar na animação assim que saiu Daechewita e que foi bem trabalhoso criar essa animação mas que valeu a pena.

Ela também compartilhou com a gente dois dos frames que  desenhou, e que são os que  mais gostou dentro da animação:

Pra quem não conhece, ou não entende , as animações “tradigitais” são compostas por uma sequência de desenhos que dão a sensação de movimento, essas imagens são conhecidas como  frames, no caso da Asya ela utilizou as técnicas tradicionais de animação, que é a forma de sequenciar imagens desenhando todos os frames um por um, e ao colocar em sequência eles aparentam estar em movimento. 

Imagem 02: publicada em Williams, R. (2009). The Animator’s Survival Kit, Expanded Edition: A Manual of Methods, Principles and Formulas for Classical, Computer, Games, Stop Motion and Internet Animators. Londres: Faber and Faber.

O termo tradigital vem da junção da técnica tradicional de animação, que ao ser desenhada diretamente no computador, a torna uma ilustração digital.  Antigamente, era feita folha a folha no papel e sequenciada a partir de fotos tiradas  todas na mesma posição, tanto da câmera quanto da folha, criando assim, uma impressão que o desenho está em movimento quando essas imagens são postas de forma sequencial em ordem.

Nos dias atuais existem outras formas de animar além da que a Asya utilizou, que pode ser a animação a partir do personagem riggado – como se fosse uma marionete a ser movimentada pelo animador – essa forma de produzir animação permite com que o animador não precise redesenhar tudo, e sim animar os movimentos do personagem frame a frame, afinal ele funciona como uma marionete, mas, em outro texto, explicaremos melhor como funciona esse tipo de animação, detalhadamente.

Então artistas do BAA, o que você achou desse compilado de artistas incríveis que foram apresentados? Já tinham se deparado com algum deles anteriormente? Se encantaram pelo trabalho de qual artista? Particularmente, nós nos encantamos por cada detalhe de todos e esperamos que este texto te dê um pouquinho de inspiração para criar a sua própria arte no geral e na temática de D-2! Novamente, vale lembrar que se você produzir algo inspirado por esse painel, compartilhe conosco pelo meio que vocês  se sentir mais confortável, mas lembrem-se de usar a hashtag #ArtecomBAA para que possamos encontrá-los  nas nossas mídias sociais, também marquem o nosso perfil @BAA_twt e/ou @BAA_ig!

Até a próxima!

Equipe de Arte do BAA.

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