BTS’ GLOBAL OFFICIAL FANCLUB ARMY MEMBERSHIP: Como funciona o sistema de sorteio utilizado pela Big Hit para venda de ingressos

Procedimento inclui fazer parte do fã clube global do BTS e ter a identidade checada antes do show

BTS em solo brasileiro, se apresentando no Allianz Parque. Reprodução: Folha de SP

Por ESD
Revisão por Laís e Naomi

Um exército de aproximadamente 120 mil ARMYS foi responsável por lotar o estádio Rose Bowl, em Los Angeles, durante os dois primeiros dias da turnê  “Love Yourself: Speak Yourself”, em maio de 2019, nos Estados Unidos. Após aquele final de semana, o BTS passou por outros sete países e encerrou sua aclamada turnê mundial no Estádio Olímpico de Jamsil, na Coréia do Sul, com um público de 130 mil pessoas, que compareceram aos três dias de shows. 

Com a turnê “Love Yourself: Speak Yourself” – esta, uma extensão da última turnê Love Yourself iniciada pelo BTS em 2018 – o grupo de sete talentos sul-coreanos vendeu 976.283 ingressos, superando consagrados artistas internacionais em bilheteria. O BTS liderou o segundo lugar no ranking Hot Tours da Billboard (2019) e arrecadou $116,6 milhões de dólares com os 20 shows realizados durante o ano passado. 

Os números também chamaram atenção da revista Forbes, que classificou o septeto como integrando uma categoria geralmente reservada a grandes bandas de rock ou superstars pop americanas quando o assunto é esgotar ingressos. A classificação faz sentido para o grupo que conseguiu esgotar em 90 minutos os ingressos para a primeira noite de show no estádio Wembley, com capacidade para 90 mil pessoas. 

Fonte: The Korea Herald, com valores arredondados

A saga dos ingressos

Por esses motivos, ir a um show do BTS pode não ser uma tarefa fácil para os milhões de fãs espalhados pelo globo. A venda dos ingressos costuma marcar uma acirrada disputa, que exige preparação antecipada, com estratégias minuciosamente traçadas a fim de conseguir o estimado “passaporte”.   

A estadunidense Elizabeth Morris, de 24 anos, acompanha o BTS desde 2015 e comprou ingressos para assistir ao primeiro dia de show da ‘Speak Yourself’ em Chicago, no estádio Soldier Field. Ela conta que o processo para adquirir as entradas, no entanto, foi “extremamente estressante”. “No dia em que os ingressos foram colocados à venda, fui ao site Ticketmaster com três dispositivos diferentes para tentar entrar na fila e comprar os assentos. Fiquei presa na página de carregamento por meia hora antes de encontrar um número automático para o Ticketmaster ligar e conseguir comprar. Depois de digitar o número por volta de ‘85 vezes’, o site saiu do sinal ocupado e finalmente conectou”, divide, contando ter levado cerca de duas horas até realizar todas as etapas.

No Brasil, fãs chegaram a acampar durante meses com o intuito de comprar os ingressos para um único dia de show, no dia 25 de maio, conforme havia sido anunciado inicialmente pela produtora Live Nation. No site que comercializou a venda das entradas, a procura foi tão grande que todos os 50 mil ingressos se esgotaram em apenas uma hora, o que levou ao anúncio de um show extra no país, que aconteceu no dia 26 de maio.

Além de todos esses elementos, a venda ilegal de entradas por intermédio dos cambistas adiciona uma boa dose de caos ao processo. No Brasil, por exemplo, foram diversos os relatos de roubos, fraudes (utilizando idosos e grávidas para conseguir direito ao preferencial), ameaças (inclusive com faca) aos fãs na fila, com cambistas revendendo diretamente para aqueles que chegavam por último. 

A atuação dos cambistas, contudo, não foi uma característica unicamente  brasileira. Em matéria publicada na Naver e traduzida pelo portal Bagtan News, o crítico musical Kang Tae-gyu comentou as transferências e compras em massa de ingressos realizadas na Coreia do Sul, avaliando que nada foi suficiente para interromper essas transações, muitas vezes fraudulentas. “Houve transferências ou compras em massa em todos os shows (do BTS) e nada foi o suficiente para pará-las. Nós particularmente estamos tentando rastrear compras e transações ilegais de ingressos para shows esgotados de idols”, afirmou. 

Buscando oferecer chances mais justas e transparentes àqueles que queiram assistir aos shows, além de erradicar a venda ilegal de ingressos, a Big Hit Entertainment, gravadora que gerencia a carreira do BTS, declarou uma guerra oficial aos cambistas. Nos últimos anos, a empresa vem aprimorando o chamado sistema de loteria e agora decidiu implementar este método de emissão de bilhetes em todos os futuros shows internacionais do BTS. “O sistema de loteria será gradualmente usado em turnês no exterior para melhorar as experiências dos fãs”, afirmou o diretor de negócios e chefe do setor de negócios da Big Hit, Yoon Seok Jun, durante reunião corporativa realizada em Seul, em agosto de 2019.

Sangue, suor e lágrimas

O 5th Muster do BTS – uma imensa reunião do grupo com as fãs, onde ARMYS do mundo inteiro se reúnem na Coréia do Sul ou no Japão para brincadeiras e shows – trouxe também uma novidade. A Big Hit implementou sua nova política de ingressos pela primeira vez, seguindo rígidos protocolos de checagem da identidade das mais de 258 mil pessoas que compareceram aos quatro dias de shows realizados nas cidades de Busan e Seul.   

“No dia do show, eles verificam sua identidade e são bem rígidos quanto a isso. Se, por acaso, o nome que estiver no membership e no ingresso não estiver batendo com a sua identidade ou com o seu passaporte, eles não te deixam entrar”, conta a brasileira Bia Costa, de 25 anos, que vive na Coreia do Sul e já esteve em mais de 15 shows do BTS. Para aumentar as chances de ser sorteada e poder participar do 5th Muster, a jovem conta ter elaborado uma estratégia. 

“Minha tática era sempre escolher o dia que, na minha opinião, seria menos concorrido. Como foram dois dias em Busan e dois dias em Seul,  imaginei que o segundo dia em Busan seria menos concorrido. No primeiro dia, o pessoal está muito animado para ver a setlist, ver o show pela primeira vez e em Seul sempre vai ter muita gente, por isso, aproveitei que não conhecia Busan e optei por lá”, explica.

Bia também conta como se inscreveu na loteria coreana. “Precisava ter o membership, então, a pessoa se inscrevia no link do Weverse e escolhia o dia que gostaria de entrar. Podia escolher primeira, segunda e terceira opção, mas a prioridade era sempre a primeira opção. O lugar também foi aleatório. É o sistema que escolhe por você, nesse caso. Quando você ganha o ingresso, eles te dão um link para entrar no site da Interpark e você faz a compra. Com o seu cadastro do site e os seus dados do membership, o site registra que você foi sorteado e te direciona imediatamente para o pagamento. Você não precisa escolher nada, nem passar por nenhum perrengue do ingresso”, diz.

Segundo noticiado pelo The Korea Times, embora muitos tenham gostado do show e das outras atividades realizadas fora do estádio olímpico, alguns disseram ter tido problemas com o processo de distribuição dos ingressos. No dia do evento, os que tinham documentos de identificação considerados suspeitos, compraram entradas na mão de terceiros ou, no caso dos menores de idade, não conseguiram comprovar vínculo familiar no momento da verificação, acabaram ficando do lado de fora da arena. “Já vi gente que ficou de fora por causa disso. Se você compra ingressos de terceiros, o que, tecnicamente, não é mais permitido nesse novo sistema, você corre o risco de perder seu dinheiro quando verem que seus dados não estão batendo. Isso aconteceu no quinto muster. Teve muita gente que ficou protestando e brigando porque comprou ingressos com outras pessoas e não estava conseguindo entrar”, relata Bia.

Na prática 

Durante os shows da “Love Yourself: Speak Yourself” em Riade, na Arábia Saudita, e na final da turnê mundial, ocorrida no país natal dos membros, em Seul, o esquema  de loteria foi novamente colocado em prática. Contudo, o processo de sorteio dos ingressos no reino saudita foi um pouco diferente do sistema utilizado na Coreia do Sul.

No encerramento da turnê Love Yourself: Speak Yourself [The Final], por exemplo, os assentos da arena foram separados por categorias e os ingressos sorteados de duas formas. Uma foi a pré-venda entre os membros antigos do fã-clube oficial, que competiram por assentos no piso e no 1° andar (floor seats e 1st floor). Outra forma, foi a Reserva Antecipada (Early Reservation), sorteada entre os usuários mais recentes do fã-clube, que se associaram antes do dia 16 setembro de 2019, e competiram por assentos no 2° e no 3° andar ( 2nd e 3rd Floor).

Distribuição dos assentos para a “Love Yourself: Speak Yourself [THE FINAL] em Seul, no Jamsil Olympic Stadium (Seoul Olympic Stadium); Imagem retirada do site US BTS ARMY. 

Na Arábia Saudita, apenas uma área do floor fez parte do sorteio, mas os vencedores puderam reservar até quatro ingressos e receberam acesso ao Soundcheck Package. Não houve período de reserva antecipada.

Reprodução XChange Tickets

Quando a Big Hit Entertainment anunciou que planejava incorporar o sistema de sorteios para shows internacionais, fãs de todo o mundo estavam receosos. Contudo, segundo avaliação da empresa e dos fãs no Twitter, o sistema ajuda a dissuadir os cambistas, garantindo ao ARMY acesso aos melhores assentos, antes de os ingressos serem vendidos para o público em geral. 

“Você não paga mais para participar do sorteio, não fica mal informado. É um benefício de associação. Se você for selecionado, poderá optar por comprar o ingresso ou não. A associação não inclui apenas sorteio, mas também possui um kit e o conteúdo do Weverse”, escreveu um usuário do Twitter.

Em maio de 2019, a brasileira Camila F., de 32 anos, esteve nos dois shows da “Speak Yourself” em São Paulo e se encantou com a produção e a dedicação do grupo de K-Pop que, segundo ela, parecia atento aos detalhes e preocupado em entreter seu público. Por isso, decidiu se associar ao fã-clube oficial (ARMY MEMBERSHIP) e, quando viu o anúncio da nova turnê, comprou ingressos na pré-venda para Map Of The Soul Tour, que aconteceria nos dias 09 e 10 de maio deste ano, em Dallas, Estados Unidos.

Na avaliação dela, o processo (via Ticketmaster) foi complexo, mas ainda assim, menos custoso em matéria de dificuldade do que os shows na Coreia. “Você tinha que fazer um cadastro no Verified Fan da Ticketmaster, uma ferramenta anti-fraude para evitar vendas indevidas a cambistas e outros tipos de vendas secundárias de ingressos. A pré-venda tinha duas etapas, ambas via sorteio: uma para o fã clube, que acontecia um dia antes, e outra para o público geral que se inscreveu (especificamente) para o sorteio de pré-venda”, conta.

Camila, que já participou de diversas pré-vendas de outros artistas, classificou a pré-venda do BTS como sendo “de longe a mais difícil”, praticamente uma “caça ao tesouro”. “Você tinha que entrar no Weverse Shop primeiro e liberar o compartilhamento dos seus dados entre a Big Hit e a Ticketmaster. Em seguida, tinha que ir para o site do Ticketmaster, se inscrever e preencher o formulário de interesse na pré-venda, especificando qual a pré-venda de preferência”, explica. 

“Depois de fazer isso, também precisava indicar para qual show gostaria de conseguir os códigos. Eles avisavam no formulário que, caso você fosse sorteada, poderia comprar dois ingressos por data, para todas as datas e locais disponíveis”, detalha. 

Nos Estados Unidos, foram organizadas duas pré-vendas: uma para os membros do fã-clube oficial, outra para os que se inscreveram (gratuitamente) e confirmaram interesse na pré-venda realizada pela Ticketmaster. A venda para o público em geral com os ingressos que sobraram só veio depois disso. “Para quem tinha o ARMY MEMBERSHIP era bom, mas para quem não tinha, era mais concorrência”, relata Camila.  

A nova política de loteria da Big Hit Entertainment faz com que os melhores assentos de cada show sejam distribuídos por sorte total, ao invés de beneficiar aqueles que podem pagar um preço mais alto a um cambista. “Todo processo visa diminuir a venda paralela e fraudes. Essa dificuldade acaba prejudicando tanto os compradores de verdade quanto os que só estão lá para fraudar. Porém, não acho que incapacita os fãs de verdade de irem aos shows”, afirma Camila, complementando que o BTS se preocupa com a presença dos verdadeiros fãs em seus shows, pois os laços entre o ARMY e o grupo são construídos e experimentados através desses eventos. “Para que isso seja mantido, quanto mais fãs de verdade estiverem no show, melhor”.

Bia Costa também acredita que o novo sistema não é ruim. “Ele foi feito com boas intenções porque os shows do BTS têm um número muito alto de pessoas querendo lucrar em cima, comprar para revender os ingressos. Então, fazer um sorteio vinculado ao ARMY MEMBERSHIP acaba desencorajando as pessoas (de tentarem fraudar). A parte ruim é que você é forçado a comprar o membership para poder participar e talvez isso afete uma pessoa que não tenha muita condição, ou que também não goste tanto assim do grupo. Mas quem é a gente para impedir alguém que não gosta tanto quanto a gente de ir ao show, né?”, diz.

Shows Adiados

Após a despedida da era “Love Yourself”, o BTS anunciou sua nova turnê mundial “Map Of The Soul”, que estava programada para começar em abril de 2020. Contudo, devido à pandemia global de COVID-19, a Big Hit Entertainment acabou decidindo por adiar completamente os shows. 

“As turnês do BTS envolvem a participação de staffs e crew de todo o mundo, além de sistemas de logística globais”, disse a empresa em comunicado oficial publicado no Weverse. “Por conta da natureza dos shows do BTS envolverem a locomoção de milhares de fãs internacionais, independente de onde os shows acontecem, é também muito complicado continuar com a turnê dada a situação atual de isolamento social e restrição de locomoção entre fronteiras”. 

A resposta da empresa, porém, veio após muita espera por parte dos fãs, que também foram afetados pela pandemia e precisaram adiar os planos em cima da hora. “A coisa ética a se fazer era cancelar, mas os shows do BTS são meus uma vez por ano, posso tirar férias do meu trabalho, e um grupo de amigos sobrevoa todo os Estados Unidos e todos nos encontramos em Nova York. Então, eu estava realmente ansiosa para ver o BTS performar e muito ansiosa para ver meus amigos. Nesse dia, não veria apenas um dos meus artistas favoritos, mas veria meus amigos queridos, com quem normalmente não consigo sair pessoalmente”, conta a norte-americana Chrissy S., de 31 anos, que comprou os bilhetes para o show por meio do ARMY MEMBERSHIP. 

Chrissy foi uma das milhares de fãs que ficaram desapontadas com toda a situação, principalmente porque, segundo ela, a Big Hit demorou a se pronunciar de modo eficaz. “O anúncio do cancelamento foi bastante ridículo e ocorreu após uma longa espera. Sinto que eles poderiam ter sido mais abertos e transparentes. Estamos no meio de uma pandemia, as pessoas estão com dificuldades financeiras e os ingressos para o show do BTS não são baratos”, afirma.

“Eles basicamente enviaram um e-mail dizendo que você teria alguns dias para cancelar e conseguir um reembolso, ou poderia esperar até as datas da nova turnê serem anunciadas. É péssimo porque muitos tiveram que comprar uma assinatura de mais de 70 dólares, apenas para entrar na loteria e facilitar a emissão de bilhetes. Você passou por tudo isso, pagou esse dinheiro, apenas para ter que abandonar esses ingressos ou esperar por uma data posterior da qual você possa participar. Definitivamente, não foi uma reparação ideal pelo cancelamento”, conclui Chrissy.

Para Camila, no entanto, não poder ir ao show “é só mais uma frustração na grande pilha de decepção que 2020 tem sido por conta da pandemia”. Segundo  ela, ter conseguido os ingressos para os shows nos Estados Unidos foi uma junção de muitos fatores e planejamento. 

Na semana anterior ao concerto, Camila viajaria para Alemanha a trabalho e conseguiu um dia de folga na agenda, na segunda-feira seguinte ao show. “O plano era uma grande loucura que envolvia sair da última reunião na quinta, trocar de roupa, pegar as malas, me enfiar num trem até Frankfurt, a única cidade da Alemanha com voos diretos para Dallas, que só saem uma vez ao dia. Eu passaria a noite no trem, que parava direto no aeroporto, para pegar um voo de 13 horas e chegar em Dallas na sexta à tarde, a tempo de assistir aos shows de sábado e domingo. Segunda à noite sairia de lá e na terça-feira de manhã iria do aeroporto direto para o trabalho. É loucura? Sim. Mas achei que valia”, conta Camila.

Mesmo tendo os planos cancelados, a jovem diz que a decisão do adiamento dos shows já era esperada, considerando o atual cenário, e acredita que a postura da Big Hit tem sido transparente frente às tentativas de remarcação dos shows. “Eles postaram algumas vezes no Weverse justamente para tranquilizar as pessoas, também deram uma janela de cancelamento caso você quisesse pedir o dinheiro de volta. Essa transparência dá mais tranquilidade no sentido de saber que a ideia ainda é entregar os shows. E isso me dá mais vontade ainda de manter esses ingressos, afinal, quem não vai querer assistir ao show do BTS depois que tudo isso passar?”, defende. 

Datas da turnê mundial “Map Of The Soul” foram adiadas devido à pandemia do novo coronavírus. Créditos: Soompi 

Incertezas

A experiência de cancelamento dos 37 shows anunciados em 17 países ao redor do mundo foi traumatizante para alguns fãs, ainda mais pela incerteza quanto ao futuro das remarcações, somada ao alistamento militar obrigatório do membro mais velho do BTS, Kim Seok-Jin, cada vez mais próximo.  

Bia Costa, que iria para os quatros dias de show no estádio olímpico de Seul, na Coreia do Sul, garante que ainda não se recuperou do trauma de ter tido seus ingressos cancelados. “Quando saiu a notícia de que o show havia sido cancelado, eu parei tudo que estava fazendo na rua e voltei para casa. Fiquei chorando o dia inteiro. Até hoje, só de pensar dá vontade de chorar, só de relembrar todo trabalho que eu tive para conseguir os ingressos. Foi um baque muito grande”, desabafa.

Tanta tristeza tem motivo no caso de Bia. “Quando eu fui comprar meu ingresso para Love Yourself, o site estava tão travado que eu não estava conseguindo. As pessoas do meu lado estavam comprando o delas e indo embora do cybercafe e eu ali esperando. Comecei a chorar desesperada pensando que não iria conseguir vê-los. Quando finalmente consegui comprar, não consegui nem comemorar, estava amortecida de tanto desespero que passei. Agora, na turnê Map Of The Soul, eu tinha ingresso do sorteio e tinha ingresso comprado. Eu iria em todos os dias dos shows, mas os ingressos foram cancelados. E eles não são como os dos Estados Unidos, que o fã pode transferir depois. O nosso foi cancelado e o dinheiro totalmente devolvido. Foi muito doloroso estar com a faca e o queijo na mão e ter meu ingresso cancelado”, justifica. 

Seja na Coréia do Sul, na Arábia Saudita, nos Estados Unidos ou no Brasil — que não foi incluído nas datas da nova turnê — a única certeza é a de que os fãs mal veem a hora de poder assistir novamente aos shows. “Quanto ao que irá acontecer depois, a minha ideia é que, uma vez que os shows forem remarcados, tudo poderá ser reaproveitado: reservas de hotel, passagem, ingressos, etc. Se for para ver isso de forma positiva, como não conheço Dallas, se o câmbio e o trabalho permitirem, quero aproveitar e conhecer a cidade, quem sabe ficar mais dois dias e fazer uma viagem mais tranquila, sem tanta baldeação”, brinca Camila. 

“Acho que a lição aqui é tentar ver que é um acontecimento generalizado, que os meninos não veem a hora de voltar aos palcos e seguem produzindo conteúdo pra gente se entreter enquanto isso. E, quando for a hora, iremos nos encontrar de novo e meu sonho de vê-los numa tour assim, perfeita, e ainda fora do país finalmente irá rolar”.

Quer saber como foi a pré-venda dos ingressos para Map Of The Soul via Ticketmaster e ARMY MEMBERSHIP? Leia o QR Code com o seu celular!

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3 comentários em “BTS’ GLOBAL OFFICIAL FANCLUB ARMY MEMBERSHIP: Como funciona o sistema de sorteio utilizado pela Big Hit para venda de ingressos”

  1. Nossa…pensando seriamente em comprar o Membership, acredito que o Brasil seja incluído na turnê em algum momento quando a primeira etapa de shows for cumprida. Foi um sofrimento conseguir os ingressos em 2019, não quero passar por isso. Lembro que muitos armys receberam propostas de cambistas cobrando fortunas por ingressos, além de ameaças que sofremos de ter nossos ingressos roubados no caminho.
    Concordo plenamente com a Bia e com Camila,sim, nossa experiência como ARMY complementa muito a vivência do show, e sim, merecemos ser recompensados por isso.

    1. Olá! 💜 Obrigada pela sua mensagem! É verdade, esperamos muito que eles incluam o Brasil quando puder ter shows presenciais. Comprar ingressos já costuma ser difícil, especialmente num grupo tão popular como o Bangtan. Porém, esperamos que a experiência mágica do show seja mais segura daqui em diante
      Ficamos muito felizes em saber que você gostou do nosso trabalho! Esperamos que tenhamos te inspirado um pouquinho!
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      1. Comprei meu membership esses dias e não fazia ideia dessa nova política com os ingressos, lembro do ano passado e da frustração minha, do meu tio e da minha prima quando não conseguimos o ingresso para primeiro dia de show aqui em SP. Com muito esforço meu tio conseguiu 3 ingressos para o dia 26, mas o estresse que nós passamos (principalmente meu tio) não foi pouco, assim como o preço, porque a meia-entrada esgotou em um instante, então ao invés de 1 inteira e 2 meias ele teve que comprar 3 inteiras para a pista comum. Espero que a bighit saiba administrar bem a nova política aqui no Brasil, porque acredito que vai ajudar muito, assim como vai diminuir a concorrência com quem tão tem o membership e quer comprar seu ingresso sem ter que passar por muito estresse. Que tudo dê certo e que logo logo possamos ver os meninos novamente.

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