THYAGO

22, RIO DE JANEIRO - RJ
LETRAS INGLÊS & LITERATURAS

Sou Thyago, tenho 22 anos e nasci no estado do Rio de Janeiro. Desde os meus 7 anos de idade fui apresentado a cultura asiática através dos games e dos animes (anos 90/2000). Assim, sempre me foi natural o envolvimento e comum essa realidade, não achava que era diferente do que eu era, realmente, me familiarizei com facilidade. E foi em 2009 com meu ingresso no curso de inglês que tive os primeiros contatos com Coréia do Sul. Muito curioso no Youtube assistindo clipes de música pop, até que uma hora os algoritmos me recomendaram “Gee – SNSD”, um MV (music vídeo) de K-pop de uns dos grupos femininos mais influentes da época. Assisti, gostei e acompanhei cada vez mais o conteúdo da Hallyu. Nessa época era apenas uma relação de consumo, com 11 anos eu não fazia ideia de onde encontrar uma forma de interagir e comunicar com a cultura sul-coreana, não pensava nem na possibilidade desses grupos terem redes sociais, nem entendia o que era direito. 

Na adolescência, confesso que o ritmo de consumo diminuiu muito por eu sempre acompanhar os mesmos grupos de K-pop (SNSD, Exo etc.) e nunca ter tomado a iniciativa de ter ido pesquisar sobre música sul-coreana. Durante todos os 3 anos de ensino médio desanimei de acompanhar essa arte e fiquei interagindo mais com o J-pop/J-Rock em consequência de assistir animes. No final do 3oano, época definitiva de vestibulares, mas não sabia o que fazer. Já tinha entendido que era das Ciências Humanas, assim, tentei Psicologia e Letras. Não consegui Psicologia, logo ingressei em Letras Inglês – UFRRJ, foi um alívio para minha família entender que pelo menos tinha uma língua estrangeira. Entrei na universidade, amava meu curso, porém, sem decisão de caminhos. Nesse período eu já sabia da existência do BTS, entretanto, como as músicas plurais em estilos e vocais diversos são fortes, me deparei com uma insatisfação com os primeiros álbuns. A partir de meados a fim do curso, lançou DNA (2017), e esse foi o 1o MV que me chamou muita atenção. Eu percebi que o BTS era realmente um grupo 100% profissional, dedicado e artístico. 

Dessa maneira, eu fui me permitindo ao K-pop e foi somente no final de 2018 que de fato entrei no fandom. Uma aluna no estágio em que eu era auxiliar de professor postou uma série de trechos de MVs do BTS e esses stories postado por ela que me fez enxergar o Bangtan. Logo, me apaixonei pela atmosfera musical e estética do final do Love Yourself: Answer e as promoções para o início de MAP OF THE SOUL: PERSONA. O discurso psicológico e individual sobre o amor e como é avassalador na nossa jornada me capturaram fortemente. Comecei meu semestre de 2019.1 com o ímpeto de inserir a arte inovadora e revolucionária do BTS em minha vida acadêmica. 

Portanto, aconteceu a última experiência em que não pude resistir a grandiosidade do K-pop: em uma aula de Teoria da Leitura em Inglês me foi apresentado diferentes formas de se ler um texto e como textos não se limitam a palavras escritas ou faladas. Tudo é texto, pois tudo pode ser lido e até mesmo um clipe musical. Quando entendi que um MV poderia ser tratado como texto e que Letras é em parcela responsável por dominar no assunto sobre intertexto/intratexto etc., eu me apaixonei e percebi que havia esperança de trazer BTS para a Letras e Literatura. Foi dessa forma, ouvindo, assistindo, entendendo a Hallyu e as dinâmicas do Bangtan que pude em julho 2019 estruturar uma ideia de recorte junto a minha orientadora, no intuito de encontrar a melhor forma de trabalhar MVs. Em seguida, no mês de agosto foi possível ter-se uma ideia melhor do recorte acadêmico da discografia do BTS. Como eu já era curioso e intrigado com Wings, fui acompanhando cada cena dos MVs antigos e enxergar os intertextos. Até que o grande momento chegou! A delimitação foi feita e minha pesquisa foi posta atualmente hoje como “Análise Semiótica e suas relações com Blood Sweat and Tears – BTS. ”. Atualmente, além da minha monografia, estou desenvolvendo um artigo científico em inglês abordando o uso da Epifania em uma obra de James Joyce e relacionando com o desenvolvimento desse termo na obra Epiphany do BTS. Também, estou participando do grupo de apoio científico do CEA (Centro de Estudos Asiáticos) da UFF-Rio no contexto da Península Coreana para futuros projetos no Mestrado.

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