LUISA DO AMARAL

25 ANOS, REINO UNIDO
ARQUITETURA E URBANISMO

Meu nome é Luisa, tenho 25 anos e sou formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU (2018). Trabalho como Assessora de Comunicação e também sou professora particular de Inglês. Sou a mais velha de duas irmãs, filha de um casal de dorameiros, moro no Twitter, e tenho um blog desde 2011 (o Corvo Correio). Gosto de Jesus, Heidegger, Edgar Allan Poe e Doctor Who, e faço muitas playlists (muitas mesmo). 

Fui exposta ao K-pop pela primeira vez em 2010, quando o Super Junior lançou “Bonamana” e foi parar nos Trending Topics do Twitter, e eu me encantei pelos visuals do Heechul! Mas esse fascínio foi a única coisa que sobrou por muitos anos, enquanto minha melhor amiga tentava me transformar em Blackjack ou Inspirit, mas eu me interessava mais por bandas indies, e explorava a história do punk rock. No entanto, com o fim da faculdade, eu parti em uma jornada de autodescobrimento que me levou de volta ao J-pop da minha adolescência, e eventualmente ao K-pop. Um momento decisivo no processo foi quando escutei um podcast que me ensinou pela primeira vez a história da Idol Music japonesa e coreana. Eu já me considerava ARMY nessa época, mas foi aí que nasceu a fã & pesquisadora que sou hoje. 

Tenho investigado e explorado a ideia da Arquitetura como Linguagem desde o começo da minha graduação. Entre 2015 e 2016, fui bolsista pelo Programa ‘Ciência sem Fronteiras’ na De Montfort University em Leicester, no Reino Unido, onde tive a chance de desenvolver um estudo sobre o papel de 221B Baker Street dentro das histórias de Sherlock Holmes, e os desafios da representação em ilustrações, filmes e séries de TV. Este estudo me mostrou que era possível continuar viabilizando novas pontes com outras disciplinas. No meu trabalho de graduação, investiguei filosoficamente as possíveis interseções existenciais e criativas entre a Arquitetura e a Teologia, através do projeto de uma Casa de Oração Ecumênica. 

A pesquisa que eu desenvolvo parte das investigações que fiz no meu TCC, a respeito da construção da identidade humana em relação aos lugares com os quais nos identificamos. A ideia surgiu conforme observei, nas minhas interações diárias com o fandom, que o ARMY tinha uma relação muito específica e razoavelmente consolidada com o Twitter, uma plataforma que eu usava intensamente desde 2009. Essa relação ia além do uso momentâneo da plataforma – fazia parte da própria história do fandom e do grupo. Meu objetivo era investigar que tipos de relações poderiam resultar de uma comunidade tão grande cujo “espírito local” era digital. Ela se alinha com os campos de fan studies e media and cultural studies, com implicações de materialismo digital, novas manifestações folclóricas e écfrase arquitetônica. 

Tive a oportunidade de ser selecionada para apresentar um primeiro relatório desta pesquisa na BTS Global Interdisciplinary Conference, em janeiro de 2020, na Kingston University, em Londres. Foi uma oportunidade muito especial, em que tive a chance de compartilhar momentos preciosos e apresentar meu trabalho para pessoas que respeitava e admirava como acadêmicas e companheiras de fandom. No momento, continuo trabalhando nesta pesquisa, investigando agora novas manifestações folclóricas, bem como o surgimento de identidades nacionais. Também estou me preparando para viabilizá-la como um projeto de Mestrado.

B-Armys Acadêmica ® 2020. Todos os direitos reservados.

Fale conosco através do nosso e-mail:

contato@barmysacademicas.com